Pular para o conteúdo principal

DrãO (Gilberto Gil)


Drão!
O amor da gente
É como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar n'algum lugar
Ressuscitar no chão
Nossa semeadura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela noite escura...

Drão!
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito
Imenso monolito
Nossa arquitetura
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora

Drão!
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão
Quem poderá fazer
Aquele amor morrer
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão
drão!
drão!


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Toda Relação é Uma Transformação

É muito louco como a gente sempre sabe quando uma relação chega ao fim, né?! Às vezes, não queremos acreditar e lutamos contra a separação. Outras vezes aceitamos e rompemos, porque é isso que precisa ser feito, buscando encarar a nova realidade com todos os seus alívios e suas dores. Algumas vezes, temos que lidar com a descrença do outro quanto ao fim, nem sempre é fácil aceitar o fim. E tem aquelas vezes que a gente só deixa morrer... Vai deixando... Vai deixando... Vai esfriando... E vai morrendo junto aos pouquinhos...  Vai permitindo que o silêncio preencha o espaço das discussões - já não vale mais a pena discutir! Vai se calando perante aos desconfortos, vai ignorando aquilo que não nos agrada mais, porque já não vale mais a pena insistir! Às vezes é um detalhe que pretende, um medo de perder a amizade, um medo de perder o conforto da relação estável, um medo de começar de novo, tudo do zero outra vez! Às vezes é um filho que segura, às vezes é uma dívida (ou melhor, várias...

Boca Que Amo

S ão estes olhos teus que me guiam, É esta boca tua que eu chamo. Quanto tempo já se passou desde o primeiro beijo dado?! Quanta coisa já mudou desde que você virou meu namorado?! Teus beijos e teus abraços, carícias que não esqueço. Nosso mundo, nossos espaços, diferenças que agora conheço. S ão estes olhos teus que me alegram, É esta boca tua que eu amo. Dias e noites, girando sem parar, entre quatro paredes na roda gigante. Anoitecendo e amanhecendo, tudo fora de lugar, entre lençóis e rodas tudo gira ofegante. Meus pensamentos que em ti ficam não disfarçam o que estou sentindo. A tua boca e a minha se beijam com a doçura daquilo que estou omitindo. A quanto tempo te conheço?! A quanto tempo juntos estamos?! Com o teu corpo eu me aqueço, com a loucura nos amamos. S ão estes olhos teus que me guiam. É esta boca tua que eu amo. Mariana Lohmann (03/03/2004) *Bom, um poeminha bestinha pra relembrar o início dos meus 18 anos. (Sim, 18!) E is...

Voa Pássaro, voa!

Voa pássaro, voa. Voa e vá ao encontro de sua liberdade. Voa pássaro, voa. Voa e esquece o passado. Voa e segue em frente. Voa e ama. Voa pássaro, voa. Voa e entoa a canção apaixonada. Voa e sê forte. Voa cada vez mais alto. Voa pássaro, voa. Voa e vive. Voa e vá em busca dos teus sonhos. Voa e ama mais. Voa pássaro, voa. Voa e esquece. Voa e ama. Voa e vive. Vá, voa e entoa a nossa canção: Liberdade!