Sim... Isso existe, é praticado diariamente desde sempre.
Mulheres casadas ou não, insatisfeitas com seus parceiros, mas que "cumprem suas obrigações matrimôniais" transando sem vontade, sem tesão, estão sim consentindo o seu próprio estupro.
Isso é tão torturante quanto qualquer outra forma de abuso. Não há o trauma imediato porque não há resistência, não há violência física. E ela pode até chegar a gozar justamente por estar relaxada e porque os órgãos genitais se estímulados por muito tempo vão acabar liberando carga energética.
A tortura está na mente, na vontade de que aquilo ali cesse o mais rápido possível. A cabeça não pára. Incômodo, dor, nojo... Sentimentos que atordoam a mente.
Fechamos os olhos pra não ver, tentamos abstrair mas não é possível. É uma luta ferrenha da mente enquanto o corpo está sendo dominado. Pode-se até fingir o orgasmo pra tentar se livrar da situação, mas a repulsa em estar ali não encerra após o término da relação.
Existe inúmeros motivos para que mulheres aceitem essa situação e isso não cabe julgamento.
Eu passei por isso por meses. Eu entendo o quão torturante e o quanto isso mexe com nosso emocional. Às vezes dar um basta envolve tantas outras coisas que se torna quase impossível.
Não desejo essa situação pra ninguém. Transar sem vontade, mesmo que corporalmente disponível... Ceder fisicamente sem barreiras corporais, mas psicologicamente incomodada com a situação é torturante demais...
Não quero nunca mais passar por isso!
(Mariana Lohmann - 2018)
É muito louco como a gente sempre sabe quando uma relação chega ao fim, né?! Às vezes, não queremos acreditar e lutamos contra a separação. Outras vezes aceitamos e rompemos, porque é isso que precisa ser feito, buscando encarar a nova realidade com todos os seus alívios e suas dores. Algumas vezes, temos que lidar com a descrença do outro quanto ao fim, nem sempre é fácil aceitar o fim. E tem aquelas vezes que a gente só deixa morrer... Vai deixando... Vai deixando... Vai esfriando... E vai morrendo junto aos pouquinhos... Vai permitindo que o silêncio preencha o espaço das discussões - já não vale mais a pena discutir! Vai se calando perante aos desconfortos, vai ignorando aquilo que não nos agrada mais, porque já não vale mais a pena insistir! Às vezes é um detalhe que pretende, um medo de perder a amizade, um medo de perder o conforto da relação estável, um medo de começar de novo, tudo do zero outra vez! Às vezes é um filho que segura, às vezes é uma dívida (ou melhor, várias...
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