Quem me conhece sabe o valor que dou a datas comemorativas, mesmo sabendo que são essencialmente datas comerciais que o único intuito é incentivar o consumismo.
Ainda sim são datas que mexem com meu emocional.
E refletindo sobre a data de hoje e tudo que ela representa, me deparo com a realidade de estar cada ano mais solitária e sem perspectiva de encontrar alguém que faça valer a pena.
Quando eu era mais nova eu fazia um drama nos dias anteriores e sofria por passar essa data solteira, ainda mais com a aproximação do inverno... Ainda sim quando a data finalizava, eu já nem dava bola e a sofrência ia embora.
Hoje sinto que a frustração das datas passadas em que eu estava namorando, mas que foram imensamente mais tristes que as datas em que eu passei solteira, tomou conta de mim.
Hoje estou frustrada, deprimida e desacreditada nos relacionamentos...
Uma data triste e solitária...
No fim das contas a minha incapacidade de gerir relacionamentos e de fazer boas escolhas me fizeram chegar onde cheguei. Não é culpa de ninguém, apenas minha, de querer que alguém queira passar essa data ao meu lado...
Impotente e incompetente...
Um infeliz dia da frustração humana pra mim!!!
É muito louco como a gente sempre sabe quando uma relação chega ao fim, né?! Às vezes, não queremos acreditar e lutamos contra a separação. Outras vezes aceitamos e rompemos, porque é isso que precisa ser feito, buscando encarar a nova realidade com todos os seus alívios e suas dores. Algumas vezes, temos que lidar com a descrença do outro quanto ao fim, nem sempre é fácil aceitar o fim. E tem aquelas vezes que a gente só deixa morrer... Vai deixando... Vai deixando... Vai esfriando... E vai morrendo junto aos pouquinhos... Vai permitindo que o silêncio preencha o espaço das discussões - já não vale mais a pena discutir! Vai se calando perante aos desconfortos, vai ignorando aquilo que não nos agrada mais, porque já não vale mais a pena insistir! Às vezes é um detalhe que pretende, um medo de perder a amizade, um medo de perder o conforto da relação estável, um medo de começar de novo, tudo do zero outra vez! Às vezes é um filho que segura, às vezes é uma dívida (ou melhor, várias...
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