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Sem (Des)Esperar (Leo Cavalcanti e Tulipa Ruiz)


Não, não posso esperar que você volte mais
Mas também (des)esperar, não é o que vai pegar comigo
Não, não vou me sufocar por não poder te ter
Mas se você não quer meu ar, não queira que eu morra do seu umbigo
Sim, queria festejar o seu calor com o meu
E, sim, poder concretizar um elo de apogeu
Mas, não, você não quer ser par, pra você já valeu
E, não, não quero congelar, e não amar meu eu

Só me resta confirmar que você não é mais o meu abrigo
Para isso então, oh ah, sai da minha vida, eu obrigo!

Porque eu não vou esperar, nem (des)esperar

Separo
os seus anseios dos meus
Comparo
com olhos de quem está além
Preparo
um jeito de te esquecer
Disparo
minhas forças para renascer
Separo, paro, comparo, paro, preparo, paro, disparo

Mas no fundo a esperança dorme, pronta a qualquer alarme
Se você mudar de ideia…
Pois nenhum amor assim morre
Talvez você se desarme e estarei pronto para a reestreia

Mas enquanto insiste em negar
Não vou esperar, nem (des)esperar


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